quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Praça da Sé em São Paulo vira “praça de Guerra” no aniversário da cidade, nesta quarta-feira, dia 25

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) e outras autoridades, presentes na Catedral da Sé em São Paulo para a missa que se realizava em comemoração ao aniversário dos 458 anos da cidade, nesta quarta-feira, dia 25, quando mais de duas mil pessoas,segundo estimativa de organizadores ligados a entidades de movimentos sociais e sindicais, o aguardam para uma manifestação de  protestar contra a repressão policial sofrida pelos moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no interior paulista, do domingo, dia 22. Os manifestantes fizeram uma corrente “abraçando” a catedral para impedir que Kassab saísse ileso do ato. Gritos de protestos contra a Rede Globo e palavras de ordem eram direcionados ao prefeito e ao governador de São Paulo. Depois de horas e horas de espera e de muita tensão, Kassab consegue entrar em um carro oficial. A multidão avançou para cima do veículo e em coro gritavam palavras de ordem. A reação policial foi imediata. Policiais militares com escudos, jogavam gás pimenta e bombas de efeito moral. Alguns manifestantes ficaram feridos durante o confronto. Depois seguiram em passeata para a sede da Prefeitura e terminando na região denominada de “cracolândia”. Um manifesto foi lido durante o ato. Segundo o documento a reintegração do Pinheirinho havia sido suspensa pela esfera federal e uma juíza estadual  “desobedeceu” a ordem federal mantendo a reintegração, que ficou com um saldo de 7 mortos, vários feridos e cerca de 1500 famílias desabrigadas que agora estão vivendo em abrigos da prefeitura. O documento ainda acusa Kassab e Alckmin de ligação com a especulação imobiliária e de envolvimento com o empresário Naji Nahas, que seria o principal beneficiário pela desocupação da área. Pede ainda  medidas urgentes dos parlamentares para “pressionar” a presidente Dilma para desapropriar em favor àqueles que perderam suas casas.