terça-feira, 5 de outubro de 2010

Greve dos Bancos chega ao sétimo dia com 6.527 agências fechadas em todo o país

Saiba como realizar as principais operações bancárias com os bancos em greve.
Fonte: http://sobreisso.com/2010/09/30/greve-dos-bancos-o-que-fazer-para-pagar-...

Ter, 05 de Outubro de 2010 10:43
banc__rios..A greve nacional dos bancários completou o sétimo dia nesta terça-feira 5 de outubro e continua crescendo em todo o país: 312 novas agências não abriram suas portas, totalizando 6.527 agências fechadas nos 26 Estados e no Distrito Federal. Isso representa um crescimento de 68,9% em relação ao primeiro dia da greve, na última quarta-feira, 29 de setembro. Também foram paralisadas centros administrativos de todos os bancos nas capitais.

"O final de semana não esfriou a mobilização dos bancários. Ao contrário, a categoria está demonstrando sua capacidade de resistência e enfrentamento à intransigência dos bancos, que continuam sem apresentar uma nova proposta com avanços econômicos e sociais", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança. Os bancos propuseram apenas reajuste de 4,29% (a inflação do período) e rejeitaram as demais reivindicações.
A CUT Nacional divulgou nota de apoio à greve nacional dos bancários. Para a CUT, "trata-se de uma greve inevitável, forjada pela insensibilidade e inflexibilidade dos bancos, que a despeito de todo o lucro que vêm amealhando ao longo dos últimos anos e do ambiente estável e de crescimento econômico, construído pelos brasileiros e brasileiras, respondem à justa demanda dos bancários com uma proposta de reajuste que seria risível, não fosse ofensiva".
A nota, assinada pelo presidente da CUT, Artur Henrique, "reivindica uma mudança de postura por parte dos bancos e o início de negociações em patamar diferente do atual, buscando garantir dignidade para os bancários".