Usaid, agência norte-americana ligada ao Departamento de Estado, gastou US$ 95 mil em 2005 para promover um seminário no Brasil sobre a reforma política brasileira, informa nesta terça-feira reportagem de Sérgio Dávila, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Entre os principais assuntos, o seminário buscava o fortalecimento de partidos pequenos no Brasil e o combate à infidelidade partidária. O principal grupo por trás da proposta era o IRI (Instituto Republicano Internacional), dirigido pelo candidato à Casa Branca John McCain.
O evento, que aconteceu no Congresso brasileiro, deveria coincidir com a véspera da discussão do tema no Legislativo brasileiro --e um ano antes da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva--, segundo documentos obtidos pela Lei de Liberdade de Informação norte-americana e passados à Folha por um pesquisador independente.
Conhecido por envolvimento em polêmicas, o IRI esteve por trás dos grupos que derrubaram o então presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, em 2004, e comemorou o golpe que tirou do poder o venezuelano Hugo Chávez por algumas horas, em 2002. A organização nega as acusações.
À Folha (íntegra para assinantes), a Usaid disse oferecer atividades no mundo todo para apoiar o fortalecimento dos processos políticos democráticos e eleitorais. O IRI não comentou o assunto.
Folha on line 22.07.08
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